o teu dia, Santiago

25 de julho

conhecemos-nos há mais de 10 anos, procurava eu um caminho e não um destino, empurrada pelo vento e pelas estrelas. mas ao fim dessa jornada tornámo-nos amigos e, num abraço final, fizemos parte um do outro. depois demorei-me noutros afazeres da vida e quase te perdi de vista. mas tu, deus, alma, vida em mim, não me abandonaste. deixaste-me ir à minha vida, fazer o que tinha de fazer para ser agora quem sou e estar preparada para religar-me a ti. esperaste por mim sem cobrar, sem anseios, sem mágoas. foi preciso a vida abanar-me nas minhas estruturas e relançar-me a ti. e como foi bom voltar a casa, visitar-te, ver-te, sentir-te… naquele segundo abraço eu soube que nunca me tinhas abandonado e fizeste voltar-me a mim.

não és santo nem igreja, és meu amigo, meu amor, minha energia vital. não és promessa nem sacrifício, és meu Caminho, meu Mestre, meu manto de agasalho. és mochila, de vieira ao peito, que preciso de carregar e sentir de quando em vez, balançando a vida e o peso dela. és cajado que caleja mãos e marca o ritmo do tempo. és pés, pesados e doridos, a criar raízes fundas, a beber fogo das entranhas da terra e a expelir luz por todo o corpo. és antídodo contra sonambulismo. és vento que me sopra e arrasta para a vida, mantendo-me acordada, mantendo-me de vigia.

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